Monday, February 7, 2011

Mundo Ideal ?

Mesmo se eu quisesse prover um mundo ideal para minha filha, não acho que conseguiria fazer isso. A vida moderna é muito rápida e estressante e infelizmente as crianças têm que se adaptar a realidade de hoje.

Mas como nós, pais, podemos ajudar a preparar nossos filhos para o mundo estressante de hoje?

Acredito que não seja necessário expor as crianças a problemas logo cedo, mas sim prover um ambiente acolhedor e encorajador e isso irá protegê-los quando pequenos da maior parte possível dos problemas do mundo adulto.

O psicologista infantil David Elkind discutiu extensivamente sobre as dificuldades que as crianças encontram quando são apressadas a “crescer” e a enfrentar situações do mundo adulto, ou quando envolvidas em tantas atividades (natação, balé, ginástica e etc) que vivem uma vida corrida e estressante desde muito cedo.

A vida corrida, que a maioria de nós vivemos, é um dos fatores que dificulta a garantia de um mundo ideal para as crianças nos primeiros anos de vida. Temos a tendência de nos mudarmos frequentemente ou viajar muito, trabalhamos o dia todo ou meio período, isso tudo é muito corrido para o “tempo” infantil.

Mas há muito que os pais podem fazer por seus filhos, tal como proporcionar um ambiente cheio de amor, tranquilidade e aconchego. Entendendo o desenvolvimento infantil, e sabendo como ele é aberto a tudo ao seu redor, nós podemos fazer o nosso melhor para prover um ambiente propício aos nossos filhos de acordo com a vida que vivemos. Felizmente crianças são muito abertas para receber e dar, bem como para perdoar.

Entendendo que crianças são diferentes dos adultos, como podemos deixá-los serem crianças num mundo onde a estrutura familiar tem mudado, pressão social aumentado, assim como a pressão acadêmica, fazendo com que as crianças entrem no mundo adulto mais cedo que nunca!!?

A maioria de nós não pode mudar nossas vidas, mesmo se quiséssemos, na sua grande maioria somos parte de uma sociedade altamente informatizada, urbana e consumista.

Assim, aqui vão algumas sugestões para fazer a vida dos nossos pequenos melhor para eles, nos primeiros anos de vida:


  • ·      Primeiro cuide de você mesmo, da sua vida e das suas emoções, o ambiente emocional que você cria para o seu filho é milhões de vezes mais importante que o ambiente material;
  • ·      Tenha um ritmo familiar, que seja confortável para você e seu filho;
  • ·      Lembre-se!! Crianças aprendem através da imitação e repetição, portanto essas são as chaves para disciplinar uma criança;
  • ·      Ponha limites e sempre os re enforce, aceite que você é o pai;
  • ·      Dê tempo para seus filhos simplesmente brincarem, incluindo um tempo para ficar em casa, fazendo simplesmente nada;
  • ·      Construa e compre brinquedos infantis, preferencialmente os que estimulem a criatividade;
  • ·      Evite colocar pressão nos seus filhos para que sejam um sucesso acadêmico, esportivo e/ou artístico muito cedo;
  • ·      Preste atenção em que tipos de experiências seu filho(s) esta tendo, limitando muita estimulação vinda de músicas altas, filmes e televisão;
  • ·      Evite preocupar seu filho(s) com problemas de adultos, através de noticiários, conversas e outros.

Deixemos nossos filhos aproveitarem a infância e assim se desenvolverem melhor.

Beijos

Thursday, December 16, 2010

Brincadeira de criança e coisa séria!!!

Não há nada que um ser humano saiba, pense, espere ou tenha medo que não tenha sido tentado, experimentado, praticado ou pelo menos antecipado em brincadeiras de criança.Crianças devem ser permitidas a terem sua imaginação explorada, elas aprendem através das brincadeiras e criações espontâneas de seu mundo mágico. O quanto mais as crianças absorverem em suas brincadeiras, mas efetivamente vão levar esses aprendizados para vida adulta (Children’s at Play – Preparation for life).


A brincadeira é meio de comunicação, elaboração, compreensão, prazer e recreação. Ao brincar, as crianças desenvolvem capacidades importantes para o seu desenvolvimento cognitivo, cultural, emocional e social como, por exemplo, a atenção, a memorização, a imaginação, a imitação, a criatividade, a capacidade de resolver conflitos e, consequentemente, de se apropriar de habilidades e competências para vivenciar uma fase adulta feliz e reflexiva.

Entende-se que, pelo brincar, a criança aprende a expressar idéias, gestos e emoções e a tomar decisões, interagir, viver entre pares, conhecer, conhecer-se, integrar-se ao seu ambiente próximo, elaborar imagens ou representações culturais e sociais de seu tempo e desenvolver-se como ser humano dotado de competências simbólicas.

É por meio do brincar que a criança constrói e reconstrói a sua compreensão de mundo e, assim, se desenvolve como pessoa. Quando brinca, ela transfere suas ações simbólicas para o mundo real e as transforma em ações reais. Também reflete sobre o seu cotidiano e experimenta novas situações neste momento em que recria e interpreta o mundo em que vive e com o qual se relaciona e aprende. Mesmo sem ter a intenção de aprender, ela aprende!

Muitas escolas européias nada mais fazem com seus alunos de menos de 5 ou 6 anos, do que brincar, pelo fato de que entendem a importância de tal. Para um adulto ser criativo no trabalho, ele precisa aprender a criar, e é na infância, através das brincadeiras, que a criança desenvolve sua criatividade, além de aprender a liderar e a ser liderado, a conciliar interesses.

Antigamente não existiam muitos brinquedos e as crianças usavam a imaginação para se divertir. Atualmente a tecnologia transformou o mundo infantil e trouxe brinquedos que não exigem muitas criatividade.

A Wikipedia define brincadeiras de criança como todos os tipos de jogos e atividades que envolvem imaginação, esforço físico e competição praticadas pelas crianças.

Que tal nós, pais e familiares, aproveitarmos o tempinho extra com a família e ensinarmos nossos filhos jogos/brincadeiras que gostávamos quando éramos crianças!! Podemos assim interagir com as crianças e trazer bons momentos.

Pensei em algumas brincadeiras, se vocês tiverem mais alguma(s), por favor, complementem esse texto.

Quem nunca se divertiu com pelo menos uma ou mais das brincadeiras abaixo:

Esconde-esconde; pega-pega; gato-mia; mãe da rua; Amarelinha; telefone sem fio; bolinha de gude; pipa; bate-figurinha; escravos de jo; roda; batata quente; bolinha de sabão, pintar, pular corda, balançar na balança, gangorra, brincadeiras com bola no geral, etc. Só para citar algumas.






Aproveitem a época de Natal para montarem uma árvore de Natal e/ou presépio junto com a crianças, isso também pode se tornar uma brincadeira bem interativa.


Desejo um Natal e Ano Novo cheio de brincadeiras a todos.


Beijos,

Clau.

Monday, December 6, 2010

Consumismo infantil

Querido amigos,

Achei oportuno postar esse slideshow sobre consumismo infantil, uma vez que nossos filhos estão expostos diariamente ao pesado marketing infantil.

Na minha opiniao qualquer comunicação mercadologica dirigida a criança e abusiva, uma vez que criancas sao seres inocentes que ainda nao tem grande capacidade de discernimento para saber que a industria nada mais quer do que fisga-los como pequenos consumidores e assim fideliza-los e vender cada vez mais.

E voces o que acham?

Wednesday, November 17, 2010

A Criança Terceirizada / Dr. José Martins Filho

Ola!


Uma amiga muito querida me mandou essa entrevista com o pediatra Jose Martins Filho, me identifiquei com o ponto de vista dele, entao achei interessante compartilhar com voces mamães e papais.


A CRIANÇA TERCEIRIZADA


Para alguns são monstrinhos: superativos, mal-educados, incapazes de lidar com frustrações e cheios de caprichos. Para outros, uma legião de pequenos emocionalmente desamparados que, mesmo longe das ruas, sofrem um abandono silencioso dentro de casa. Cabe aos pais evitar esse erro.

O pediatra José Martins Filho viu passar por seu consultório uma verdadeira revolução social nessas últimas décadas. Embora faça questão de acentuar seu apoio às conquistas femininas, ele tem saudades do tempo em que as crianças iam às consultas levadas pelas mães. "Hoje, é comum receber bebês acompanhados apenas da empregada", lamenta. O fenômeno é tema de seu livro A Criança Terceirizada (Ed. Papirus), no qual ele avalia os prejuízos causados pela ausência dos pais nos cuidados com os filhos. Avô duas vezes, Martins lecionou por 35 anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente é pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria. Já nos anos 1980, foi pioneiro no incentivo ao aleitamento materno no país, numa época em que as mamadeiras imperavam, e é autor de uma vasta produção científica, que inclui nove livros publicados.

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1. - Qual é o futuro das crianças terceirizadas? É possível educar quando se tem pouco contato?
José Martins Filho: Não. Tanto que muitos pais ausentes são dominados pelos filhos de 2 ou 3 anos. Sentem uma culpa enorme pela ausência e, quando ficam junto da criança, tentam compensá-la dizendo sim a tudo. Também é freqüente o que eu chamo de estilo "geléia com pimenta". Os pais são permissivos e os pequenos começam a testar os limites. Como não há regras claras, eles extrapolam até o adulto perder o controle e mostrar seu lado pimenta. Aí, os pais explodem, gritam, ameaçam, partem para o castigo físico.
Depois se arrependem e voltam à forma doce e mole. Essa gangorra emocional é sempre terrível e favorece a formação de adultos que se julgam onipotentes. Outro efeito negativo da terceirização diz respeito à colocação de limites. Avós, babás, professores, empregadas podem cuidar, mas eles não têm plena autoridade e, muitas vezes, seus valores não coincidem com os da família. Pais que amam impõem limites e ensinam a respeitar os outros desde cedo.

 

2. - Seu livro fala do abandono que pode acontecer dentro de casa, com crianças que aparentemente têm todos os recursos para se desenvolver bem.
 José Martins Filho: De fato e um tipo de abandono silencioso, que não sai nos jornais, mas acontece todos os dias. Um pediatra experiente percebe os sinais: os bebês se machucam e adoecem com freqüência, vão ao consultório com empregados... Outro indício são os pais que reclamam muito da criança e demonstram total impaciência. Alguns chegam a dizer que o bebê é um "chato". O problema não é o filho. São os pais, que não estão sabendo corresponder ao seu papel. Agem como se fosse possível ligar o botão da paternidade pela manhã, brincar um pouquinho, fazer um bilu-bilu e desligar. Mas não é assim. Criança pede atenção, chora, fica doente, exige e, sobretudo, precisa de afeto para se desenvolver. Quem decide ter um filho deve lembrar que, por algum tempo, não vai dar para cair na balada, esticar o chope com os amigos ou fazer hora extra todos os dias.

3. - Existe uma idéia "romantizada" sobre ter filhos?
José Martins Filho: Parece que sim. Além disso, falta encarar o fato de que nem todos nascem para ser pais. A sociedade precisa romper o tabu que faz os casais se sentirem na obrigação de ter um bebê. É melhor não ter filhos do que não se dedicar a eles com carinho e maturidade.

4. - Toda ajuda de terceiros é prejudicial?
José Martins Filho: Pelo contrário. O apoio de profissionais e pessoas da família é bem-vindo e necessário, especialmente quando se tem um bebê em casa. O que não deve acontecer é a substituição da mãe por babás e outros profissionais. Já vi muitas mulheres que, mesmo no seu tempo livre, delegam os filhos a outras pessoas. Não é de espantar que, quando sofrem uma queda ou têm um pesadelo, essas crianças vão buscar conforto no colo da babá e não no da mãe.

5. - Isso deve causar ciúmes nas mães e confusão para as crianças, não?
José Martins Filho: Sim. Quando se dão conta da profundidade do vínculo que o bebê estabeleceu com a babá, muitas mulheres até despedem a profissional. Conheço crianças que, em dois anos, já tiveram de estabelecer ligações com cinco cuidadoras diferentes... A mãe biológica fica enciumada e substitui as babás. É uma violência com o bebê. Não dá para ignorar que ser mãe implica doar tempo à criança, participar de sua vida, confortar nos momentos difíceis.

6.- Muitas mulheres passam a maior parte do tempo fora porque trabalham e seu salário é fundamental para sustentar a casa. Por que a responsabilidade com os bebês recai principalmente sobre os ombros femininos?
José Martins Filho: Não quero colocar a culpa nas mulheres, mas não dá para ignorar a importância da mãe nos primeiros anos. Para Winnicott (Donald Woods Winnicott, 1896-1971, famoso pediatra e psicanalista inglês), a capacidade de ser feliz de um ser humano pode depender de apenas uma pessoa e de um tempo. A pessoa é a mãe. O tempo é a infância - em especial, o primeiro ano. Nos primeiros três meses, o pai é importante, mas o bebê necessita da segurança e da proximidade da mãe. Só a partir dos 6 meses, ele começa a se relacionar com os outros. Sou um defensor dos direitos femininos e acho que está na hora de repensar a questão da maternidade como um direito a ser conquistado.

7. - O direito a acompanhar de perto o crescimento e a educação dos filhos, então, seria uma bandeira em tempos de pós-feminismo?
José Martins Filho: (risos) Exatamente. Cabe à sociedade encontrar formas de garantir esse direito sem obrigar as mães a abrir mão dos seus outros papéis. Isso é fundamental para termos gerações de crianças mais felizes e bem-educadas no futuro.

8. - Oficialmente, a licença-maternidade no Brasil ainda é de quatro meses... Como preservar o vínculo com o bebê na volta ao trabalho?
 José Martins Filho: Aconselho a mãe a usar todos os seus direitos para ficar o maior tempo possível com o filho. Ela pode, por exemplo, unir a licença-maternidade a um mês de férias, solicitar os 15 dias adicionais de licença-amamentação e, na volta ao trabalho, negociar com o empregador um horário mais flexível ou até a possibilidade de levar o bebê junto, em um carrinho ou uma cesta, onde ele fique confortável e próximo. Profissionais liberais sempre têm a alternativa de planejar melhor a agenda e diminuir a carga de trabalho nos primeiros meses. Já vi muitas médicas e advogadas que vão trabalhar levando o filho. Nem sempre é fácil, mas vale a pena tentar.


 

9. - Por que está cada vez mais difícil o estabelecimento dos vínculos familiares?
 José Martins Filho: Os costumes mudaram rapidamente e a sociedade atual privilegia o individualismo. Do antigo convívio em volta do rádio, as famílias passaram a se organizar ao redor da TV, todos voltados para a tela. Com o computador, as relações familiares se despersonalizam ainda mais. Conheço pais que falam com os filhos por e-mail, estando na mesma casa. A tecnologia e os seus avanços são ótimos, mas não devem substituir o contato pessoal. A supervalorização do consumo, do poder econômico e da fama sem mérito são outras distorções.
A mulher é pressionada a ter como prioridade manter-se sexy, bonita e malhada. Com esses valores, por que alguém se sentiria estimulado a doar tempo de sua vida a uma criança? Outro dia, no consultório, uma mãe começou a se queixar das suas obrigações econômicas. "Preciso ganhar dinheiro para manter dois carros e os celulares. Tem o meu e o do meu filho. E as contas são altas!", ela dizia. Não sei se consegui, mas procurei abrir os olhos dessa mãe. Será que vale a pena trocar mais tempo com o filho por um celular? Garanto que o menino precisa mais da presença dela do que de um telefone... Crianças amadas e educadas com a presença sólida dos pais certamente têm mais chances de se tornarem adultos felizes e realizados no futuro.

10. - Preenchendo as ausências - Se os pais passam cada vez mais tempo longe dos filhos, quem os educa?

José Martins Filho:
Para os canadenses Gordon Neufeld, psicólogo especializado em desenvolvimento infantil, e o médico Gabor Maté, a influência de colegas, ícones jovens e primos vem se tornando mais determinante na formação dos pequenos do que os modelos fornecidos pelos adultos. É o que os especialistas chamam de "educação por pares" - fenômeno que enfraquece a família. Segundo os autores, uma criança só procura as referências dos pais se uma forte ligação entre eles foi estabelecida.
"Para uma criança se mostrar disposta a ser educada por um adulto, é preciso que ela tenha um vínculo com ele, queira manter contato e se tornar próxima", destacam os especialistas em seu livro Pais Ocupados, Filhos Distantes - Investindo no Relacionamento (Melhoramentos). Se tudo corre bem, essa proximidade emocional com o bebê se transformará em intimidade psicológica ao longo dos anos. Mas é preciso cultivá-la. - Deixe fotos e lembranças que evoquem momentos felizes de convivência estrategicamente colocadas em quarto, sala, próximas do computador. - Escreva bilhetinhos-surpresa reafirmando seu amor. Ponha-os no lanche, no meio do caderno, debaixo do travesseiro. - Coloque no berço do bebê uma peça de roupa com o seu cheiro. - Se viajar, mostre mapas e fotos de onde vai estar e ligue todo dia.
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/pais-ausentes-424955.shtml


Saturday, November 6, 2010

Televisão, é bom para nossos filhos?

Bem, eu sempre ouvi falar que muita tv não era bom para crianças, então pensava que seria legal a Valentina (minha filha, hoje 5 meses) assistir apenas um pouco de tv, claro, somente programas apropriados para idade dela, mas quando comecei a fazer uma pesquisa sobre os efeitos da tv em crianças, principalmente em crianças de até dois anos de idade, fiquei simplesmente chocada!!

Em 1999, a Academia Americana de Pediatria recomendou que crianças menores de dois anos de idade não assistissem tv (nada de tv!) devido a problemas associados com o desenvolvimento e saúde.

Essa recomendação foi feita baseada em pesquisas que comprovaram os males causados em crianças de até dois anos, que passam em média de 27 horas assistindo tv por semana!!!

Agora você deve estar se perguntando, mas porque isso é tão ruim assim?

Bem, a televisão é um meio informativo para a maioria dos adultos, mas
crianças não estão no mesmo nível de desenvolvimento que adultos (crianças não são
pequenos adultos e sim crianças). A tv não gera estímulos sensoriais, que são essenciais para as crianças. O estado natural de uma criança é movimento, inclusive quando ainda bebês (até mais ou menos 5 meses) brincam com seus membros (mãos e pés), depois começam a rolar e a se interessar por objetos,levando tudo a boca, engatinhando… tudo isso é sensorial! O toque, o gosto, o tato e a movimentação.

Quem já não ouviu falar: “meu filho assiste tv tão quietinho, dá até do de tirar ele da frente da tv”.

Sim quietinhos eles ficam, mas não é  disso que uma criança precisa para se desenvolver bem, eles precisam sim explorar, se movimentar, praticar imaginação, solucionar problemas (tipo eu vou ter que engatinhar para pegar aquela boneca), pensar, praticar coordenação, manipular objetos etc.

Olhe o seu filho assistindo tv, ele faz algumas das coisas listadas acima? Provavelmente não.

Além disso, a Dra Ann Barber, oftalmologista da Califórnia explica que a luz da tela atinge a retina da criança o que é grave, uma vez que os olhos não estão totalmente formados para receber tanto flash.

Oftalmologistas têm reportado aumento no número de problemas visuais decorrentes da natureza dimensional da tv, a falta de movimentação ocular e fashs vindo dela.

Em 1997, mais de 650 expectadores, idade entre 3 e 20, caíram doentes no Japão, com náuseas e convulsões, devido as luzes/flashs do desenho Pokemon; 150 deles permaneceram hospitalizados ainda no dia seguinte.

O livro “ The plug-In Drug” enfatiza que não é o que seu filho assiste na tv que os prejudica e sim o ato de assistir tv”. Quando se assiste muita tv (mais de 2 horas por dia), o hemisfério direito do cérebro se desenvolve muito até atingir o espaço do hemisfério esquerdo. O hemisfério esquerdo do cérebro é o responsável pelo controle verbal, pensamentos, habilidade de ler e escrever, razão, organização de idéias e tudo isso é externado pela fala e escrita.

 Não importa o quanto ativo o seu filho é, o fato é que mais de duas horas por dia em frente ao computador ou televisão terá um impacto negativo na saúde mental e emocional da criança.

Infelizmente, hoje em dia, as crianças passam horas e horas a fio entretidas com eletrônicos (um brasileiro, passa uma média de 5 horas por dia assistindo tv) e isso talvez explique o grande numero de crianças tendo que fazer uso de ansiolíticos e antidepressivos nos dias de hoje.

Dá para acreditar que 40% dos bebês menores de 3 meses de idade assistem tv, vídeos e dvs regularmente! A mídia visual, tais como programas educativos, tem sido introduzida para uma audiência cada vez mais jovem. Isso é puro comércio!! Dinheiro na indústria! Infelizmente, ao contrário do que se tem sido lido, esse tipode material educativo na verdade retarda o desenvolvimento da linguagem ao invés de acelerar.

Em 2008 o psicólogo Aric Sigman escreveu uma estudo com o titulo “Does Not Compute, Screen Technology in Early Years Education”
“…. Os cientistas descobriram que a cada hora gasta por dia assistindo especialmente baby DVDs e vídeos tais como Baby Einstein e Brain Baby, crianças menores de 16 meses compreendiam uma média de 6 a 8 menos palavras comparado com as que não assistiam esse tipo de programa”

O autor ainda complementou “ha evidências que esses vídeos não tenham nenhum valor e sim sejam prejudiciais”.

A verdade é que, quanto mais se assiste esse tipo de programa mais efeitos negativos atigem as crianças.

Outro estudo mostra que assistir tv atrapalha a produção do hormônio melatonina, isso pode causar problemas relacionados ao sono e até puberdade precoce.

Como se não bastasse ,alguns outros efeitos negativos também estão relacionados com o tempo excessivo em frente ao televisor, tais como:

·      Notas mais baixas na escola – professores veteranos têm notado que, desde que a tv passou a ser um meio de “diversão”, os alunos estão mais dispersos, menos criativos e menos motivados, tudo isso ocorreu misteriosamente desde 1950;
·      Problemas relacionados ao sono;
·      Obesidade;
·      Maior risco de se tornarem fumantes;
·      Tendência a consumir mais “bobageiras”;
·      Problemas do coração;
·      Baixa do metabolismo;
·      Problemas de visão (já citado acima);
·      Alzheimer;
·      Déficit de atenção;
·      Distúrbios Hormonais;
·      Adiantamento da puberdade;
·      Autismo;
·      Limitação do crescimento do cérebro (citado acima); e
·      Diabetes

Acho que não fica dúvida o quanto importante é limitar o tempo em frente a tv .

Livrando-se da tv, com certeza você terá mais tempo para atividades familiares e irá notar que as crianças se tornam mais estimuladas e criativas.

Seja Bem Vindo


Espero que esse blog possa ajudar os pais na grande missão de criar seus filhos. Aqui você encontrará informações que obtive através de leituras, programas e conversas com outros pais. Informações estas que considero importantes para a educação e crescimento saudável dos nossos maiores tesouros, nossos filhos.
Pensar o quanto somos responsáveis pela felicidade futura dos nossos pequenos me faz querer cada dia mais fazer o meu melhor, sempre uso as informações que tenho baseada no que acredito ou não ser certo, façam também o seu próprio julgamento.
Fiquem a vontade para fazer comentários e trazer mais informações.

Obrigada por vir até aqui!

Beijos,
Clau.